14 de novembro de 2012

Instantâneo XXIV

O que verão estes olhos meus quando o tempo se encarregar de varrer de mim o presente que tenho nas mãos? Verão sorrisos? Verão lágrimas? Verão o mar ou as estrelas? Verão amor? ou solidão?

O fim decerto não verão, pois nele os olhos não mais vêem e dele não quero falar.
Quero falar dos presentes bobos e fugidios ali na frente, daqueles com sorvete na mão e arranhado na canela, ou dos solenes, com um guarda-chuva.

E então? O que verão estes olhos meus quando o tempo passar, nas asas do cata-vento?

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