Observava a janela aberta, as cortinas, de um suave amarelo, balançando preguiçosamente ao vento suave da manhã. Os raios de sol se filtravam pelo tecido leve e iluminando de forma ondulada o piso e a colcha da cama.
Não sentia o peso de seu corpo afundando o colchão e enrugando a colcha. Não sentia a brisa a lhe acariciar o rosto. Não sentia o sol a lhe esquentar os dedos dos pés, nus e imóveis.
Tinha os olhos embaçados, mesmo ante a vida que se despejava ante si.
Segurava frouxamente o copo de água entre os dedos, meio cheio ou meio vazio, não importava.
Olhou lentamente para o lado, rumo aos travesseiros... uma pilha deles.
Franziu o senho, o pensar ainda macilento e opaco.
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