13 de abril de 2015

O Tempo dirá coisas de mim, que não terei tempo de ouvir.

Será que daqui quarenta anos, quando o ocaso de minha vida se aproximar, terei olhos que reflitam a plenitude ou eles ainda estarão imersos em anseios?

Terei um sorriso e o coração tranquilo de que fiz sempre o meu melhor?

Terei a tranquilidade de que consegui transformar essa única chance em algo que valeu a pena?

Terei sido digno? Digno de ter vivido?

Poderei partir repleto de lembranças das coisas que o universo me presenteou, boas e ruins, brandas e duras? Repleto?

Poderei me olhar no espelho e dizer: "Não sobrou nada mais para viver. Você fez tudo certo!"

Pois eu penso que certas almas são construídas dos elementos certos para consumirem-se pela vida. Não quero descobrir que me economizei e não tenho mais tempo para me gastar...

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