Será que daqui quarenta anos, quando o ocaso de minha vida se aproximar, terei olhos que reflitam a plenitude ou eles ainda estarão imersos em anseios?
Terei um sorriso e o coração tranquilo de que fiz sempre o meu melhor?
Terei a tranquilidade de que consegui transformar essa única chance em algo que valeu a pena?
Terei sido digno? Digno de ter vivido?
Poderei partir repleto de lembranças das coisas que o universo me presenteou, boas e ruins, brandas e duras? Repleto?
Poderei me olhar no espelho e dizer: "Não sobrou nada mais para viver. Você fez tudo certo!"
Pois eu penso que certas almas são construídas dos elementos certos para consumirem-se pela vida. Não quero descobrir que me economizei e não tenho mais tempo para me gastar...
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