3 de novembro de 2011
Ausência...
Solidão é ser ímpar em um mundo par... ainda pior, é ser ímpar ao lado de um par.
É quando seu coração pede para falar algo e quem está do lado já virou o rosto, voltando ao prosaico de alguma coisa que substituiu o sentimento, preso agora aos seus lábios, um arremedo, um suspiro silencioso.
O corpo que pede aconchego e acolhimento, receber a imobilidade neutra de um sono profundo ou a recusa tácita e inegociável do torpor de alma satisfeita com o vai e vem do dia e da noite.... isso é solidão.
É ver uma ideia nascer e deixá-la minguar, deixar o desabrochar perder-se... pois as palavras perderam a voz e o caminho.
É acostumar-se com o silêncio de mente, de corpo e de coração.
Solidão é ser ímpar... é quase a ausência de alma.
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