Certas noites são repletas de diálogos silenciosos entre eu e minha sombra, a me olhar, ali na parede. Alguns desses diálogos, como os de hoje, produzem sorrisos e marolas, que se espalham por aí como as ondas de uma pedra a pular delicadamente sobre a água. Outros não, escuros que são, mas não quero pensar sobre eles, e nem minha sombra, a me olhar, ali na parede.
Aliás, minha sombra teme os espelhos, e a sua?
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